
O que torna o desenho especial
O que eu amo no Desenho
Desenhar, seja de observação ou de imaginação, sempre pareceu uma pequena mágica. Onde quer que você esteja, ao ver uma pessoa desenhando, é quase impossível não olhar e pensar:
- O que ela está desenhando?
- Como ela faz isso?
- O que a inspirou a criar assim?
Essas perguntas sempre vêm à mente quando vejo um artista em ação. É essa curiosidade universal que torna o desenho tão cativante e conectivo.

Eu desenhando com um artista de rua em Berlim para a série de viagens Artwod
Arte é a forma de autenticidade mais sincera
Por anos, essa citação me intrigou. Mas agora entendo sua essência: desenhar “como criança” é criar com completa honestidade, livre de expectativas externas ou tendências.
Quando éramos crianças, desenhávamos o que nos fascinava: o que amávamos ou simplesmente achávamos belo. Cores, formas e ideias vinham do coração, sem autoconsciência ou julgamento. Infelizmente, à medida que envelhecemos, perdemos a pura conexão com nossa criatividade.
Quando chegamos à adolescência e além, a autoconsciência começa a surgir. Começamos a criar o que é considerado “legal” ou “popular”. Isso não é necessariamente ruim, é parte de crescer e entender o mundo ao nosso redor.
Mas, quando adultos, voltamos a desenhar, passamos por uma fase de emulação. Esta é a etapa 5 do processo Artwod e envolve copiar técnicas, estilos e métodos de artistas que admiramos.
A emulação é uma etapa inestimável do crescimento artístico. Ela nos ensina o que é possível e nos dá ferramentas inéditas que não descobriríamos por conta própria. Porém, após anos imitando os outros, surge um conflito:
- Estou apenas copiando?
- O que eu realmente gosto de desenhar?
- Estou sendo verdadeiro comigo mesmo?
Essas perguntas podem parecer difíceis, mas indicam que você está no caminho certo.

Eu desenhando um prédio para um treino de Artwod
Desenhar o que você ama é uma das formas mais puras de autoexpressão e é algo que deve ser comemorado. Mas sejamos honestos: muitos de nós não desenhamos para nós mesmos. Em vez disso, criamos para um público—seja rede social, colegas ou até mesmo o poderoso algoritmo.
Quanto mais atendemos às pressões externas, mais corremos o risco de confundir o que amamos e o que pensamos que devemos amar. Essa desconexão pode nos afastar da nossa verdadeira voz artística.
E como evitar isso?
Comece a desenhar de observação
Comece a desenhar de imaginação
Desenhar de imaginação pode parecer um superpoder, mas é uma habilidade que qualquer um pode desenvolver. Com a base certa, ela se torna instintiva.
Veja como:
- Aprenda os fundamentos. Conceitos como perspectiva, noção de espaço e manipulação de formas são essenciais.
- Pratique fazer miniaturas. Isso envolve criar formas pequenas e abstratas e trabalhá-las em designs únicos. É um atalho para desbloquear a criatividade que não está ligada à realidade e é frequentemente praticada por artistas profissionais.
Quando você desenha de imaginação, se liberta das limitações. É uma chance de explorar novas ideias e descobrir o que te estimula.
O que torna o desenho especial

Desenhar é uma das formas de criatividade mais acessíveis e meditativas. Basta caneta e papel, ou até mesmo um guardanapo, e você está pronto para criar.
Diferente de outros meios criativos, o desenho pode ser feito a qualquer hora, em qualquer lugar. É portátil, adaptável e totalmente pessoal. Os únicos limites são sua imaginação e vontade de aprender.
Por isso desenhar é tão especial. É mais do que uma habilidade; é uma jornada de autodescoberta e expressão para toda a vida.
Ao se basear no que você ama, seja na vida ou na imaginação, você descobrirá uma voz artística mais verdadeira e autêntica. Pegue a caneta e comece a criar hoje.
